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136 Anos Do Primeiro Apito Do Trem

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Por Roberto Bragagnollo, via Facebook

Marco do progresso, há 136 anos Pirassununga ganhava, no dia 24 de outubro de 1878, a sua primeira estação de trem.

Clique também nas fotos e confira outras informações interessantes sobre a Cia. Paulista de Estradas de Ferro/FEPASA – Ferrovia Paulista S/A, em nosso município.

O município tinha 7.169 habitantes, 1.376 dos quais eram escravos que trabalhavam na lavoura de café e na cultura de cereais. Pirassununga tinha duas escolas de instrução primária e foi, por muito tempo, a maior e mais importante cidade do ramal ferroviário.

A construção original (foto), modesta, sobreviveu até a conclusão da nova estação, em 1911, quando foi entregue o prédio na sua forma atual, onde encontra-se instalado o Centro Cultural de Eventos Dona Belila.

HISTÓRICO DA LINHA
Em 1877, a Companhia Paulista abria o primeiro trecho, partindo de Cordeiros (Cordeirópolis), até Araras, do que seria o prolongamento de seu tronco. A linha, em 1880, com o nome de Estrada do “Mogy-Guassú”, atingia Porto Ferreira, na mesma época em que a autorização para cruzar o rio Mogi-Guaçu e chegar a Ribeirão Preto fora indeferida pelo Governo Provincial, em favor da Companhia Mogiana.

A linha, então, foi desviada para Oeste e atingiu Descalvado no final de 1881, seu ponto final. Em 1916, as modificações da Cia. Paulista na área entre Rio Claro e São Carlos, na linha da antiga Rio-Clarense, fizeram com que o trecho fosse considerado como novo tronco, deixando a linha a partir de Cordeiros como o Ramal de Descalvado.

ESCOLA NORMAL DE PIRASSUNUNGA
O prédio atual da Estação de Trem da Companhia Paulista que conhecemos foi concluído em 1911, no mesmo ano em que foi inaugurada a Escola Normal de Pirassununga, ainda em prédio provisório (o prédio do Instituto de Educação foi concluído em 1914), considerada a mais bela do Estado de São Paulo. Alunos de todas as cidades e vilarejos atendidos pela linha utilizavam-se do trem para chegar a cidade.

Também embarcavam aqui os passageiros que baldeavam para o ramal de Santa Veridiana, e atingir o tronco da Companhia Mogiana, para seguir para Ribeirão Preto, na estação de baldeação.

O ÚLTIMO APITO DO TREM
Desde o começo operando em bitola larga (1,60m), de 1891 a 1976, o ramal ferroviário, em maior ou menor trecho, esteve ativo. Em meados de 1976, a estação de Pirassununga passou a ser o ponto final do trem de passageiros, deixando de seguir até Descalvado.

Sete meses depois, em fevereiro de 1977, o trem de passageiros partiu de Pirassununga pela última vez, seguindo para Cordeirópolis. Os trens cargueiros andaram pela linha até o final dos anos 1980.

Em 1991, por iniciativa do ex-prefeito Ademir Alves Lindo, a Prefeitura de Pirassununga ocupou e reformou o prédio que estava abandonado e depredado, para abrigar o acervo do Museu Histórico e Pedagógico “Dr. Fernando Costa”, que estava no CIZIP.

O ramal teve os trilhos arrancados entre 1996 e 1997, sobrando apenas o trecho inicial até Araras com seus trilhos enferrujando ao tempo.

CHEGADAS E PARTIDAS
A estação de trem da Companhia Paulista de Estradas de Ferro de Pirassununga era um dos locais mais importantes da cidade.

Por ali também chegaram personalidades ilustres. O ministro da Agricultura e interventor do Estado de São Paulo, Fernando Costa, quando vinha a Pirassununga, centenas de pessoas ali o esperavam para saudá-lo. Ele e sua comitiva, acompanhados da população, desciam a rua Duque de Caxias até a praça Conselheiro Antonio Prado. Na estação também chegaram os imigrantes, que vinham da capital.

QUADRO GERAL
Cia. Paulista de Estradas de Ferro – 1878-1971
FEPASA – Ferrovia Paulista S/A – 1971-1997
Município de Pirassununga – SP SP-2628
Linha-tronco original – km 185,009 Inauguração: 24.10.1878
Ramal de Descalvado – km 185,009 Sem trilhos
ANO DE CONSTRUÇÃO DO PRÉDIO ATUAL: 1911

Informações extraídas do livro “Caminho para Santa Veridiana, 2003, de Ralph Mennucci Giesbrecht; João Carlos Reis Pinto; Wilson Silva Jr., 2001; Otavio Balieiro, 2008; Leandro Guidini.

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